Tesla remove Autopilot básico: entenda a mudança

Tesla acaba com Autopilot padrão e empurra clientes para assinatura (e a gente explica)

A vida já não é fácil quando o assunto é carro e Elon Musk, mas agora a situação piorou. A Tesla, aquela montadora que você conhece e ama odiar (ou odiava e agora ama, sei lá), decidiu dar uma balançada no Autopilot. Sim, aquele sistema de assistência ao motorista que já foi padrão em alguns modelos agora virou, basicamente, um extra pago. E não é só isso: a Tesla está mudando a forma como você usa – e paga – por algumas funcionalidades do seu carro.

Mas por que isso importa para você, nerd pobre, que provavelmente não tem uma Tesla na garagem (ainda)? Porque essa mudança é um tapa na cara do consumidor, mostra como a indústria automotiva está indo e, de quebra, ainda abre um debate sobre a tal da “assinatura de tudo”. Prepare-se, pois o futuro (nem tão distante) pode te cobrar até para usar o limpador de para-brisa. Bora entender essa treta!

O que mudou no Autopilot da Tesla?

A Tesla, sem alarde, removeu o Autopilot do pacote padrão de seus carros. O que antes era um recurso oferecido “de graça” (entre aspas porque, né, o carro já é caro), agora te joga para duas opções: o “Traffic Aware Cruise Control” (controle de cruzeiro adaptativo, para os íntimos) e o Full Self-Driving (Supervisionado), que custa uma grana preta. A parada é a seguinte: se você quiser algo além do básico, vai ter que desembolsar uma grana ou assinar.

O “Traffic Aware Cruise Control” é o famoso piloto automático que mantém a velocidade e distância do carro da frente, mas não faz muita coisa além disso. Já o Full Self-Driving (Supervisionado) promete mais, tipo mudar de faixa sozinho e estacionar, mas a Tesla faz questão de frisar que você precisa estar com as mãos no volante e prestando atenção o tempo todo. Em resumo, o Autopilot “raiz” foi descontinuado e agora é só na base da assinatura.

Por que a Tesla fez essa mudança?

A resposta curta? Grana. A resposta longa envolve um monte de coisas, mas a grana ainda é o principal. Primeiro, a Tesla foi pega em uma “mentirinha” sobre as capacidades do Autopilot e do Full Self-Driving. A empresa prometia mais do que entregava, e agora, para se adequar às leis e evitar mais dor de cabeça, teve que mudar a forma como vende essas funcionalidades.

Segundo, a Tesla está seguindo o exemplo de outras montadoras, que já cobram por funcionalidades extras. A diferença é que a Tesla quer ir além e transformar tudo em assinatura. É uma forma de ter uma receita recorrente, igual Netflix e Spotify, e não depender apenas da venda do carro. A longo prazo, isso pode ser vantajoso para a empresa, mas para o consumidor… nem tanto.

A polêmica das assinaturas nos carros

A Tesla não está sozinha nessa de transformar tudo em assinatura. A BMW já tentou fazer algo parecido com o Apple CarPlay, e outras montadoras, como General Motors e Ford, também estão testando o modelo. O problema é que, ao contrário da Tesla, essas empresas oferecem um período de teste gratuito antes de começar a cobrar. A Tesla, por outro lado, já quer te jogar na assinatura com 30 dias de uso.

E qual o problema disso? Imagina você comprar um carro e, de repente, uma funcionalidade que você usava todo dia para de funcionar, a menos que você pague uma mensalidade. Parece absurdo, né? É como se a sua TV parasse de funcionar se você não pagasse uma taxa para a fabricante todo mês. Essa mudança pode gerar ainda mais frustração nos consumidores e criar um cenário onde o que era um “extra” vira uma necessidade, e o bolso do consumidor que sofra as consequências.

O futuro dos carros (e o que você precisa saber)

A decisão da Tesla é só mais um passo em direção a um futuro onde os carros serão mais parecidos com smartphones: cheios de funcionalidades extras, que você paga para ter acesso. E, assim como nos celulares, muitas dessas funcionalidades serão “essenciais” para uma boa experiência. Se essa tendência continuar, prepare-se para pagar por tudo: aquecimento dos bancos, faróis que se adaptam às condições da estrada, e até mesmo por uma simples atualização do software.

Para o consumidor, a coisa é simples: mais gastos e menos propriedade. Afinal, você não é “dono” de tudo, mas apenas paga pelo uso. A boa notícia é que, com mais opções no mercado e mais gente esperta, a gente pode cobrar e questionar esse modelo. Então, fique ligado, pesquise bem antes de comprar um carro e, acima de tudo, não se deixe levar pelas “facilidades” que te farão gastar mais. E se a situação ficar feia, a gente junta as moedas e compra um Fusca 1970, ué.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *