Irã corta internet em meio a protestos: o que isso significa?
No Irã, a internet está passando por um apagão. Sim, um “apagão” digital, como se a gente estivesse em 2005 de novo, mas com uma pitada de autoritarismo. O governo iraniano, em meio a protestos e instabilidade, cortou o acesso à internet em diversas regiões, limitando severamente a comunicação e o acesso à informação. Mas por que isso importa para nós, nerds pobres, que estamos aqui para falar de tecnologia e do que ela pode fazer (e *não* fazer)? Simples: porque a internet é uma ferramenta poderosa, e seu uso (e abuso) revela muito sobre o poder, a sociedade e a liberdade. E a gente gosta de entender essas paradas. Bora mergulhar nesse assunto que mistura tecnologia, política e, claro, um pouco de “mind games” governamentais.
O que aconteceu no Irã? Um resumo do apagão digital
A parada foi a seguinte: desde o dia 8 de janeiro, o Irã tem enfrentado quedas drásticas no acesso à internet. Empresas de monitoramento de tráfego, como a NetBlocks e a Cloudflare, notaram uma diminuição absurda na quantidade de dados transmitidos. O governo iraniano, como era de se esperar, confirmou que a culpa é dele, alegando “questões de segurança”. A parada toda acontece em meio a protestos contra o governo, que enfrenta uma crise econômica feia, com a moeda desvalorizando e os preços nas alturas. E, claro, em momentos de instabilidade, a primeira coisa que governos autoritários costumam fazer é… cortar a internet. Não é a primeira vez que isso acontece no país, e o modus operandi é sempre o mesmo: silenciar, controlar e, de quebra, ferrar com a vida de todo mundo.
As consequências do apagão: além da falta de memes
O corte da internet no Irã não é só sobre a galera não poder postar no Insta. A parada é MUITO mais profunda. Primeiro, a comunicação com o mundo exterior fica quase impossível. Familiares que moram fora do país não conseguem contato, e a informação sobre o que está rolando lá dentro se torna escassa e controlada pelo governo. Segundo, serviços essenciais, como caixas eletrônicos e pagamentos com cartão, param de funcionar. Imagine a treta: você precisa sacar grana e, *puf*, nada de dinheiro. A vida cotidiana, que já é difícil, se torna ainda mais complicada. E por fim, e talvez o mais importante: a liberdade de expressão é sufocada. Sem internet, a galera não pode se organizar, divulgar informações e protestar. É o governo usando a tecnologia para calar o povo, uma tática antiga, mas sempre eficiente.
O lado “nerd”: como o governo faz isso?
Ok, a gente sabe que o governo cortou a internet. Mas como, tecnicamente, isso acontece? Basicamente, existem algumas formas de fazer um “apagão”. A mais comum é o bloqueio do acesso aos provedores de internet (ISPs). O governo pode ordenar que os ISPs filtrem o tráfego, bloqueando o acesso a sites, aplicativos e serviços específicos ou até mesmo cortando o acesso à internet por completo. Outra tática é o uso de “censura digital”, que envolve a criação de firewalls e filtros para bloquear conteúdo considerado “indesejado” pelo governo. E, em casos mais extremos, pode haver o uso de equipamentos para interferir no sinal de internet, como o GPS jamming, dificultando o acesso à internet via satélite. É um jogo de gato e rato, onde o governo tenta controlar a informação e o povo tenta driblar essa censura, usando VPNs, redes sociais alternativas e outras gambiarras.



