Anthropic acusa rivais chinesas de “roubar” IA do Claude
A inteligência artificial está bombando, mas nem tudo são flores no mundo da tecnologia. A Anthropic, uma das empresas mais hypadas no ramo, jogou pesado e acusou as chinesas DeepSeek, Moonshot e MiniMax de usar o seu chatbot Claude para treinar seus próprios modelos de IA. A parada é séria: a Anthropic alega que as empresas usaram técnicas de “destilação” (já vamos explicar o que é isso) para pegar carona no conhecimento do Claude, sem ter que investir pesado em pesquisa e desenvolvimento. A treta envolve até a segurança nacional dos EUA, então a coisa promete.
Mas por que isso importa para você, leitor do Nerd Pobre? Simples: a briga escancara como a IA está sendo desenvolvida (e copiada) em ritmo frenético. Entender as estratégias por trás disso te ajuda a sacar como a tecnologia está moldando o futuro — desde as suas buscas no Google até as notícias que você lê. Além disso, a treta toda levanta questões éticas sobre o uso da IA, mostrando que o futuro tecnológico não é só feito de linhas de código, mas também de muita disputa e… “plágio”?
A destilação: o “atalho” para treinar IA
A base da acusação é a “destilação”. Imagine que você quer fazer um bolo, mas não tem tempo de aprender a receita do zero. A destilação, nesse caso, seria como pegar a receita de um chef renomado, estudar o passo a passo e, com isso, criar a sua própria versão. No mundo da IA, a parada funciona mais ou menos assim.
Em vez de treinar um modelo de IA do zero — o que demanda rios de dados e poder computacional —, as empresas usam um modelo já existente (no caso, o Claude) para “ensinar” um novo modelo. Elas fazem perguntas, analisam as respostas e usam essas informações para treinar a sua IA. O resultado? Um modelo que aprende mais rápido e com menos recursos. A Anthropic ressalta que a destilação não é ilegal em si, mas o problema começa quando ela é usada para criar produtos similares sem o investimento original.
As acusações: contas falsas e “espiões” no Claude
A Anthropic não ficou de braços cruzados. A empresa afirma que as três chinesas usaram cerca de 24 mil contas falsas e mais de 16 milhões de interações com o Claude para “sugar” informações. A tática envolvia o uso de serviços de proxy (que mascaram o IP) para burlar os sistemas de detecção da Anthropic. Além disso, as empresas teriam usado prompts (as perguntas feitas aos chatbots) específicos para extrair informações sobre como o Claude funciona.
A DeepSeek, por exemplo, teria interagido mais de 150 mil vezes para entender como o Claude raciocina. Já a Moonshot, teria focado em aprender sobre raciocínio, uso de ferramentas, programação e outras habilidades. A MiniMax, por sua vez, teria disparado mais de 13 milhões de prompts, com foco em programação e uso de ferramentas. As três empresas, procuradas pela Reuters, não comentaram o assunto.
O que está em jogo: competição e segurança nacional
A briga entre Anthropic e as empresas chinesas vai além da competição comercial. A Anthropic, com sede nos EUA, vê as ações como uma ameaça à segurança nacional. A destilação, quando feita em larga escala e com o objetivo de replicar um produto, pode comprometer a propriedade intelectual e a inovação. E, claro, a parada toda acontece em um contexto de crescente rivalidade tecnológica entre EUA e China.
A acusação da Anthropic não é um caso isolado. Quando a DeepSeek surgiu em 2025, a OpenAI também fez questionamentos semelhantes. A briga por espaço no mercado de IA está acirrada, e as empresas estão de olho em qualquer “atalho” que seus concorrentes possam usar. E isso inclui, claro, a destilação de modelos e outras práticas que podem gerar muita dor de cabeça (e advogados).
E agora? O futuro da IA e as lições do “plágio”
A treta entre Anthropic e as empresas chinesas é só mais um capítulo na história da IA. O caso mostra como a tecnologia está avançando em um ritmo alucinante e como as empresas estão buscando formas de “acelerar” o processo. A destilação é uma ferramenta, mas seu uso levanta questões éticas e de propriedade intelectual que precisam ser debatidas.
O que podemos aprender com isso? Que o mundo da IA é complexo e cheio de nuances. Que a inovação nem sempre é sinônimo de “reinventar a roda”, mas também de saber se inspirar, adaptar e, claro, respeitar as regras do jogo. E, por fim, que a tecnologia está transformando a nossa sociedade em um ritmo que nem mesmo o Flash conseguiria acompanhar. Fiquem ligados, nerds!



